Lançamento do livro Acessibilidade em Ambientes Culturais

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Descrição da imagem:

No topo do convite, uma faixa horizontal com as iniciais SENAAC desenhadas em braile com os pontos em preto e cinza. Sob as celas, o título "ACESSIBILIDADE EM AMBIENTES CULTURAIS". A faixa é delimitada por um quadrado à esquerda e um retângulo vertical à direita, ambos em cinza.

No corpo do convite, as informações sobre o evento:

O Museu da UFRGS convida para o lançamento do livro Acessibilidade em Ambientes Culturais, de Eduardo Cardoso e Jeniffer Cuty.

10 de maio de 2012
quinta-feira, 11h

Local: Museu da UFRGS
Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro

Mais informações

acessibilidadecultural.wordpress.com
acessibilidadecultural.ufrgs@gmail.com

Realização

Museu da UFRGS - PROREXT - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo da Obra

A motivação pelo debate sobre o tema acerca da cultura da Acessibilidade em Ambientes Culturais fez com que reuníssemos arquitetos, designers, museólogos e demais profissionais e estudantes interessados em reavaliar seus espaços de trabalho, durante o primeiro Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais. A mudança no olhar sobre o espaço que nos acolhe e  permite, ou não, ter autonomia frente ao que temos o direito de usufruir foi a tônica do evento realizado em maio de 2011, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. E esta foi a base para esta primeira publicação do projeto de extensão da UFRGS intitulado Acessibilidade em Ambientes Culturais, que tem a coordenação dos professores Eduardo Cardoso e Jeniffer Cuty.

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Primeira peça de teatro com audiodescrição financiada pelo Fumproarte

matéria publicada no site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre:

“O fogo ainda crepita dentro da lata de tinta. Na penumbra, Monk bebe da garrafa de bolso.  Joga a cabeça para trás e ergue a garrafa, despejando a bebida para dentro da boca. Cambaleia. Bebe mais. Deixa-se cair sentado no chão. Deita.”

O trecho faz parte da audiodescrição feita pela intérprete Letícia Schwartz, da Mil Palavras Acessibilidade Cultural, para a peça de teatro "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet". Este foi o primeiro espetáculo financiado pelo Fumproarte, da Secretaria Municipal da Cultura, a disponibilizar acessibilidade para pessoas com deficiência visual. A audiodescrição consiste em contar para os cegos o que está sendo apresentado durante uma encenação teatral, sessão de cinema, espetáculo de dança, exposição de artes visuais e outras áreas culturais.

No dia 20 de abril, 15 minutos antes de a peça começar, os atores já estavam em cena e o público já podia pegar os fones de ouvido para acompanhar a descrição que se iniciava. Todo o cenário foi detalhadamente delineado, e enquanto os artistas andavam livremente pelo ambiente, eles também eram apresentados. A forma física, vestimentas e personalidade de cada personagem foram narradas para que todos já soubessem o clima inicial da peça. Sentada na recepção, uma menina tinha a expressão maravilhada enquanto ouvia a descrição, pois assim podia se sentir completamente inserida no contexto teatral.

Após a apresentação aconteceu um bate-papo com o público, para que pudessem expor suas impressões e opiniões sobre o espetáculo. O gerente do Fumproarte Alexandre Magalhães e Silva frisou a importância da participação do público-alvo neste tipo de iniciativa, para que ela possa ser repetida muitas vezes e para que a cabine de audiodescrição seja comum nos teatros da capital.

Depoimentos

Alguns deficientes visuais da platéia fizeram questão de se manifestar, e agradeceram emocionados pela oportunidade. Márcia Santos ficou satisfeita por Porto Alegre finalmente estar proporcionando esse avanço, e complementa: “é de extrema importância para que nós, deficientes visuais, tenhamos uma real inclusão cultural”. Da platéia, Max levantou o braço e deu seu recado: “Estou muito contente por poder assistir uma peça com autonomia. Sempre gostei de teatro, mas sempre dependi de alguém para me contar os detalhes”. Marilena foi assistir um ensaio da peça onde não contou com a audiodescrição, e se impressionou com a diferença. “Hoje os atores pareciam até mais emocionados”, confessou. André, de maneira muito bem humorada, disse que foi fantástico poder “enxergar” a Magali e a Sílvia (as personagens femininas). Para ele foi um prazer inenarrável poder assistir uma peça em pé de igualdade com todos os outros.

A próxima apresentação com audiodescrição será o espetáculo de dança aérea TRAJETÓRIAS, de Cristiano Carvalho dos Santos, que acontecerá no final do mês de junho, no Teatro Renascença. Outros projetos já foram selecionados para serem apresentados ainda este ano (sem data definida), são eles:

HOTEL FARRAPOS, de Lisandro Santos (Produção de curta-metragem em animação 2D)

FÉRIAS, de Iuli Gerbase (filme curta-metragem de ficção)

RESGATE DE UMA OBRA, de André Caruso Guarisse (resgate da obra gráfica e escultórica de Christina Helffensteller Balbão)

fonte: Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre - texto Lívia Auler

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Brincadeira, Arte e Pensamento: trocando ideias com profissionais do lúdico

O Bando de Brincantes, trupe coordenada pela intrépida Viviane Juguero, promove em maio uma série de encontros com o objetivo de refletir sobre a arte e o brincar.

A programação tem início no dia 02, com o tema Brincadeira, Arte e Diversidade. Os debatedores Sérgio Lulkin (professor do Departamento de Ensino e Currículo - FACED/UFRGS), Jessé Oliveira (professor do curso de Produção Cênica/FATO e diretor teatral do Bando de Brincantes e do Grupo Caixa-Preta), Letícia Schwartz (atriz e audiodescritora da Mil Palavras Acessibilidade Cultural), Luciana Paz (coordenadora do Circo da Cultura) e Hamilton Braga (professor do curso de Produção Cênica/FATO e membro do Bando de Brincantes) vão trocar ideias sobre arte e inclusão na produção e no acesso a espetáculos artísticos e atividades de arte-educação.

A proposta conta com a parceria da Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. Os encontros tem entrada franca e acontecem sempre às quartas-feiras, na Sala Álvaro Moreyra.

Confira a programação completa no site http://www.bandodebrincantes.com.br

 

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Audiodescrição no teatro: Nossa vida não vale um Chevrolet

Na próxima sexta-feira, o espetáculo Nossa vida não vale um Chevrolet terá sessão com audiodescrição. A ação é promovida pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ SMC/ FUMPROARTE. Este é o primeiro de cinco projetos já selecionados pelo FUMPROARTE que contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Nossa vida não vale um Chevrolet conta a saga de uma família de ladrões de carros, que vive à margem da sociedade e tem seu destino ainda mais desestruturado após a morte do patriarca. A situação se torna pior com o envolvimento dos três irmãos com uma mesma mulher.

Ao final da apresentação haverá um bate-papo com o elenco da peça.

Quer uma amostra? Confira a descrição de uma cena do espetáculo:

O fogo ainda crepita dentro da lata de tinta. Na penumbra, Monk bebe da garrafa de bolso. Joga a cabeça para trás e ergue a garrafa, despejando a bebida para dentro da boca. Cambaleia. Bebe mais. Deixa-se cair sentado no chão. Deita.
Sílvia chega caminhando devagar. Detém-se ao se deparar com Monk. Avança até ele, que, ao percebê-la, ergue o corpo lentamente até sentar. Monk passa as mãos pelas pernas de Sílvia. Roça o rosto em suas coxas, enquanto ela afaga os cabelos dele. Sílvia se agacha e acaricia o rosto de Monk. Ele baixa a cabeça. Ela o segura pelo queixo e aproxima seus lábios dos dele. Beijam-se longamente. Ele volta a baixar a cabeça. Ela mostra um molho de chaves. Segurando-o pelo braço, Sílvia ajuda Monk a se levantar. Ele guarda a garrafa no bolso do macacão, passa o braço sobre os ombros dela e caminha com dificuldade até o ambiente da cortina de franjas. Sílvia ajuda Monk a sentar sobre a caixa de som. Deixa a bolsa e as chaves no chão. Monk bebe.

INFORMAÇÕES GERAIS:

Sessão com audiodescrição de Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet (espetáculo de teatro adulto)
- quando? dia 20 de abril, às 20 horas. A transmissão da audiodescrição terá início às 19:45. O evento termina em torno das 21:40.
- onde? no Centro Cenotécnico, na Rua Voluntários da Pátria, 1370
- como chegar? O Centro Cenotécnico fica entre a Rua Garibaldi e a Rua Ramiro Barcelos. A tarifa de taxi, partindo do Mercado Público, fica em torno de R$ 10,00
- quanto? entrada franca para pessoas com deficiência visual, mediante reserva antecipada

ATENÇÃO: São apenas 40 lugares. Reserve seu ingresso com antecedência pelo e-mail milpalavras@milpalavras.net.br ou pelo telefone (51) 9993-5292.

 

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET

Texto de Mário Bortolotto e direção de Adriane Mottola. No elenco, Rafael Guerra, Cassiano Ranzolin, Morgana Kretzmann, Fernanda Petit, Carlos Azevedo, Guilherme Zanella, Plinio Marcos Rodrigues e Eduardo Cardoso. Produção: MeK Produções Artísticas

Audiodescrição: Mil Palavras
Apoio: CEAPP - Centro Especializado de Apoio Pedagógico e Produção
Financiamento: FUMPROARTE - Prefeitura Municipal de Porto Alegre/SMC

 

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Audiodescrição: mercado que se amplia e exige profissionais qualificados

A ampliação dos recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência exige uma readequação do mercado, com profissionais preparados para planejar e executar produtos culturais acessíveis a todos. A demanda por audiodescrição – recurso que permite o acesso à cultura por pessoas cegas e com baixa visão – vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos anos.

Novas legislações vem determinando a ampliação da oferta de serviços de audiodescrição. Na televisão aberta são obrigatórias duas horas semanais de programação audiodescrita, aumentando gradativamente até 20 horas semanais em dez anos.

“A tendência é que novas normalizações tornem a acessibilidade um recurso obrigatório em cinemas e teatros. Nesse novo cenário, é absolutamente necessário formar profissionais que venham a suprir a demanda”, sustenta a audiodescritora Letícia Schwartz, sócia da Mil Palavras Acessibilidade Cultural.

A audiodescrição contempla um amplo espectro de possibilidades, como cinema, TV, teatro, DVD, exposições, shows, Internet, histórias em quadrinhos, desfiles de moda, roteiros turísticos, competições esportivas, entre outros. Existe uma ampla gama de pessoas com deficiência visual, que buscam interação social, lazer, entretenimento, acesso ao conhecimento e às emoções provocadas pela arte. Conforme o Censo 2010, são 35,8 milhões de brasileiros com diferentes graus de deficiência visual.

Em 2011 o curso de Audiodescrição em Ambientes Culturais, ministrado por Letícia Schwartz, capacitou uma turma de audiodescritores em Porto Alegre. Marcelo Cavalcanti da Silveira já aplica seus conhecimentos adquiridos no curso em seu trabalho. Ele é jornalista e atua no Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O local recebe escolas e a comunidade em geral para visitas guiadas e a exibição de programas audiovisuais.

Marcelo desenvolve atualmente a audiodescrição do programa “O Caminho das Estrelas”. Segundo ele, há uma demanda dos visitantes por audiodescrição, mas ainda é preciso divulgar e explorar mais as possibilidades do recurso.

No dia 14 de abril inicia o Curso de Audiodescrição – Palavras Que Valem Por Mil Imagens, que está com inscrições abertas. A carga horária é de 48 horas. As atividades ocorrem no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (Rua dos Andradas, 1223 – Porto Alegre), sempre aos sábados pela manhã. Vagas limitadas. Mais informações: www.milpalavras.net.br ou (51) 3226-7974.

A demanda por profissionais com deficiência visual

Dentro do curso oferecido pela Mil Palavras Acessibilidade Cultural os alunos terão a oportunidade de desenvolverem-se como audiodescritores-roteiristas, audiodescritores-narradores ou consultores em audiodescrição. Essa última função é específica para pessoas cegas ou com baixa visão, que avaliam as descrições e sugerem alternativas para sua melhor compreensão.

A consultoria feita por uma pessoa com deficiência visual é essencial para a qualidade de qualquer trabalho. Requer senso crítico, sensibilidade e objetividade para o uso adequado de termos, além de um bom nível de conhecimentos gerais e familiaridade com os temas abordados.

Marilena Assis, pedagoga e especialista na área de deficiência visual, é uma das palestrantes do curso e consultora em audiodescrição. Segundo ela, o trabalho de consultor consiste em ouvir várias vezes o produto audiodescrito, apontar melhorias quanto ao vocabulário, ao tom e ao volume da voz do audiodescritor. “É importante avaliar também se as informações transmitidas são suficientes para o entendimento, se o produto apresentado não se tornou cansativo e se permitiu a compreensão da mensagem de forma objetiva”, afirma ela.

Por Mariana Baierle Soares, jornalista
tresgotinhas.com.br

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Curso de Audiodescrição - Palavras Que Valem Por Mil Imagens

A Mil Palavras Acessibilidade Cultural, em parceria com o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, promove curso de capacitação em audiodescrição. A partir do dia 14 de abril, sempre aos sábados pela manhã, a audiodescritora Letícia Schwartz estará ministrando o curso com ênfase na capacitação de profissionais para que venham a atuar como audiodescritores roteiristas, narradores e consultores, através de noções sobre a deficiência visual, de um conhecimento amplo sobre o recurso da audiodescrição e de uma série de experiências práticas.

A proposta do curso é estruturada sobre quatro eixos:

- Sensibilização e reconhecimento do público: Definição de cegueira e baixa visão, causas da cegueira, abordagem e convívio com pessoas com deficiência visual, opções de cultura e entretenimento e tecnologias assistivas que promovem a autonomia da pessoa com deficiência.

- Estudo das diretrizes: Análise de conceitos teóricos acerca da produção de audiodescrição, além da exibição comentada de filmes com audiodescrição.

- Atividades práticas: Experiências em roteirização e narração de audiodescrição.

- Apresentação final com debate acerca dos resultados: Uma oportunidade para colocar os futuros audiodescritores em contato direto com seu público.

 

Curso de Audiodescrição - Palavras Que Valem Por Mil Imagens

Público-alvo: profissionais e estudantes - com ou sem deficiência visual - das áreas de educação, comunicação, letras, artes, produção cultural e demais interessados.

Coordenação: Mil Palavras Acessibilidade Cultural

Ministrante: Letícia Schwartz

Palestrantes convidados: Marilena Assis e Gabriel Bohrer Schmitt

Horário: de 14 de abril a 14 de julho, sempre aos sábados, das 9:00 às 13:00

Carga Horária: 48 horas

Local:  Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223 – Centro Histórico de Porto Alegre

Informações e inscrições pelo fone: (51) 3226-7974 com Francisco

 

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Audiodescrição Virtual - quando o bastantão não é o bastante

O escritor Jorge Rein fala sobre as polêmicas experiências em audiodescrição com voz sintetizada

Vivemos uma era de excessos que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade. Capturamos cardumes de amizades nas redes sociais, mas amigos virtuais não costumam oferecer ombros amáveis para chorar as mágoas nem braços para nos amparar.  Carregamos nos bolsos pequenos dispositivos que armazenam mais músicas do que aquelas que somos capazes de escutar, mas o som primoroso que a agulha bordava nos sulcos do vinil, como diria o corvo: nunca mais. Nossos aparelhos de televisão recebem o sinal de centenas de canais e o supervalorizado polegar opositor, que já nos colocou no topo da escala evolutiva, foi condenado a zapear eternamente à procura de algum programa que mereça atenção. Almoçamos diariamente em bufês livres onde a promiscuidade de sabores e aromas entorpece o olfato e o paladar.  O baixo custo do cinema digital traz à tona mais joio do que trigo, revelando alguns realizadores que valeria a pena continuar a ignorar. Proliferam os blogues literários onde é possível garimpar pouquíssimos diamantes, outras pedras preciosas ainda por lapidar e muita pedra bruta no meio do caminho, daquelas que fariam jus a outra modalidade de lapidação. Temos fácil acesso a tanta informação que chegamos a confundi-la com conhecimento, esquecendo que o conhecimento exige a seleção, a filtragem e a elaboração da informação através de um processo que não é raro que exija a mediação de um orientador, um mestre, um professor.  É neste confuso e desordenado panorama de profusão de ofertas sem maiores cuidados com a qualidade do produto final, que se encaixa perfeitamente a iniciativa de fazer audiodescrição com voz sintetizada, a chamada audiodescrição virtual.

A leitura de textos descritivos com voz sintetizada é um recurso de uso comum e bem aceito quando se trata de traduzir, por exemplo, os elementos visuais de um convite, o logo de um blogue ou as fotografias de um site de notícias. Porém, quando o objetivo é o de incorporar a audiodescrição a um produto artístico, existem outros fatores que devem ser levados em consideração. A intenção dos defensores da aplicação da audiodescrição virtual a um imenso acervo disponível de vídeos não acessíveis é louvável, o resultado é que deixa a desejar. A proposta de convocar o potencial voluntariado da comunidade virtual na elaboração dos roteiros de audiodescrição das videoproduções não acessíveis é de um profundo conteúdo solidário e social, mas a leitura desses textos através da síntese de voz compromete seriamente a qualidade do  produto final, conforme pode ser comprovado nos exemplos já disponíveis na rede.

A audiodescrição se sustenta, na prática, em três pilares fundamentais: roteiro, narração e gravação. Todas essas três fases exigem a participação de profissionais formados e informados, experientes e capacitados. Quando se trata de um produto artístico, então, é imprescindível acrescentar outro ingrediente que máquina nenhuma, ao menos por enquanto, consegue reproduzir: a sensibilidade. Ainda que se aposte na qualidade dos roteiros eventualmente elaborados pelos voluntários da enorme e diversificada comunidade virtual, condição que é impossível garantir, não há meio de exigir da voz sintetizada o desempenho cuidadoso e sensível que só a voz humana conseguiria oferecer.  

Apesar do positivo aumento de demanda e do trajeto já percorrido por seus precursores, ainda estamos engatinhando no trecho inicial da história da audiodescrição no Brasil. Nesta fase, que é de implantação e consolidação, os esforços devem ser concentrados na formação de público, cativar as plateias, fazer com que a pessoa com deficiência visual reconheça, através da experimentação do recurso, uma necessidade que nem sonhava ter. Todo cuidado é pouco e um mínimo deslize na qualidade do produto oferecido pode afugentar para sempre aqueles que tentamos atrair.  

Qual seria a meta que a audiodescrição de produtos artísticos deveria perseguir? Talvez a integração tão íntima e perfeita do recurso com a obra que, após a exibição, o público com deficiência visual comentasse o teor, o conteúdo, o desempenho dos atores, as opções do diretor, a intenção do espetáculo e não a audiodescrição. Não é da mão de robóticos Eusébios, Felipes,  Raquéis  ou Fernandas* que chegaremos lá. 

* Referência a diversos programas de síntese de voz.

Jorge Rein

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"O Solar que virou Museu: memórias e histórias" - com audiodescrição

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O Museu Joaquim Felizardo, localizado no Solar Lopo Gonçalves, no bairro Cidade Baixa, guarda grande parte da história de Porto Alegre. Trata-se de um prédio centenário que teve uma longa trajetória desde sua construção, como sede de chácara, até sua restauração e transformação no museu histórico da cidade.

A exposição "O Solar que Virou Museu" conta a história desse lugar e homenageia intelectuais gaúchos que lutaram pela sua preservação. A exposição também destaca a figura de Joaquim Felizardo, que dá nome ao museu.

Fotografias, reportagens da época, linhas de tempo e objetos arqueológicos do acervo ganham acessibilidade para pessoas com deficiência visual através de audioguia com texto e descrição de imagens, além de catálogo em braille. O Museu conta, ainda, com elevador e banheiro adaptado para pessoas com mobilidade reduzida.

A exposição “O Solar que virou Museu: memórias e histórias” faz parte das comemorações dos 240 anos de Porto Alegre e será aberta em 24 de março, às 17h. A mostra integrará a  exposição permanente do museu. A entrada é franca e as visitações podem ser feitas de terças-feiras a sextas-feiras, das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30 e aos sábados, das 13h30 às 17h30.

descrição do convite:

O Solar que virou Museu: memórias e histórias.

Abertura exposição 24 de março de 2012, 17 horas

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Rua João Alfredo 582, Cidade Baixa, Porto Alegre

Telefones: 51 3289.8096 e 3289.2788

e-mail: museu@smc.prefpoa.com.br

O convite, em tons de bege e cinza, tem formato retangular na horizontal. É ilustrado por duas fotografias do Solar Lopo Gonçalves. A primeira, em preto e branco, apresenta uma vista da fachada principal, com a pintura envelhecida e o jardim mal conservado. Como pano de fundo, uma imagem antiga e esmaecida de uma rua da cidade. A segunda fotografia, colorida, mostra o Solar reformado e tem como pano de fundo uma imagem recente da cidade. No rodapé, os logotipos do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo e da Prefeitura de Porto Alegre.

Confira um trecho da exposição "O Solar que Virou Museu: histórias e memórias"

(download)

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As Meninas da Janela em AUDIOLIVRO

Estela, menina magrela, cabelo com cacho, tinha olhos tão pretos como feijão na panela. De pele negra e macia, parecia veludo ao raiar do dia. Brincava, corria e amigos fazia.

Uma linda história escrita por Jonara Nifa Rosa Gabbi e ilustrada por Monika Papescu, que ganhou versão em áudio narrada por Letícia Schwartz.

Quer ouvir um pedacinho?

(download)

O livro As Meninas da Janela (com CD encartado) pode ser encontrado no site Artistas Gaúchos, na página As Meninas da Janela.

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"Os Olhos do Pianista" com audiodescrição

Um cinema antigo, um pianista cego e uma menina que é pura sensibilidade. Impossível não se deixar enternecer por essa belíssima animação do Armazém de Imagens.
Acione o plugin ou clique no link acessível a programas leitores de tela.

Os Olhos do Pianista
Direção: Frederico Pinto
Argumento e roteiro: Jackson Zambelli
Produção: Camila Gonzatto
roteiro da audiodescrição: Letícia Schwartz
narração: Luciane Romanovski

 

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